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Sucata tecnológica vira 'jóia' nas mãos de artista brasileira
Naná Hayne cria telas e bijuterias -- as 'tecnojóias -- a partir de eletrônicos usados.
Ela chama atenção para lixo eletrônico, que soma 50 milhões de toneladas ao ano.

          Foi durante um acesso de fúria causado pela tecnologia, há cerca de cinco anos, que Naná Hayne, 50, passou a ver peças de computador como matéria prima para seus trabalhos artísticos. Numa noite quando o PC e a impressora insistiram em não funcionar, a artista plástica puxou um cabo com tanta força que, perto de arrebentar, ele revelou tons coloridos. Já conformada com a falha técnica e movida pela curiosidade, Naná descascou o cabo com um estilete e depois partiu para a exploração do interior do PC. "Já viu uma placa-mãe? “Parece Brasília vista de cima", compara.
         A partir daí ela adotou componentes de equipamentos tecnológicos, sempre usados, em suas obras e também em bijuterias – as chamadas "tecnojóias". Nesse processo de criação, vale apostar em fios coloridos para dar forma à mulher da tela e preencher seus lábios com um pedaço de placa-mãe vermelha (sim, agora a opção de tons é maior). Se essa mesma peça ainda agradar no tom verde, ela pode servir de matéria-prima para um par de brincos ou pingente de colar. Dá também para usar teclas, sejam elas de PCs ou de celulares, na montagem de anéis.



                                            Tela de Nana Hayne


Nana Hayne mostra bolsa feita com linha e disquetes:
entulho digital ganha novos usos.







Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL590304-6174,00-SUCATA+TECNOLOGICA+VIRA+JOIA+NAS+MAOS+DE+ARTISTA+BRASILEIRA.html



            A Arte com disquetes

Feitas em disquetes, fitas VHS e outras mídias já obsoletas, as obras do artista Nick Gentry  retratam pessoas em diversas situações e expressam como, ao contrário da tradição oral, a história digital muitas vezes se perde com a velocidade da sua evolução.
    Nick Gentry
Para reforçar esse conceito, o artista deixa escapar detalhes, como as etiquetas com os nomes dos arquivos, para levar o espectador a imaginar que tipo de conteúdo existia naquele disquete, por exemplo.
“Cada disquete utilizado na pintura tem uma história própria. Ele representa o ritmo crescente do ciclo de vida moderno, onde os objetos são criados, utilizados e descartados mais rapidamente do que nunca. Para contestar essa noção, ao obsoleto é dado agora uma nova vida e um propósito renovado, utilizando-os como um meio para a arte”, diz Gentry.
Para tornar a iniciativa ainda mais sustentável, o artista está aceitando doações de todo o tipo de mídia ou de “lixo bacana” que seria descartado, mas que pode virar uma obra.




Fonte: http://intervencoes.com.br/artes-2/nick-gentry-transforma-lixo-eletronico-em-arte/
Pontos de coleta do lixo eletrônico



1 - Capatazia do DMLU

Categorias: Serviços Públicos / Municipal
Avenida Presidente João Goulart, 158
Centro, Porto Alegre
Telefone(s): (51) 3289-6941


Categorias: Serviços Públicos / Municipal
Travessa Carmem, 111
Floresta, Porto Alegre
Telefone(s): (51) 3289-6958
 

3 - Procempa

Categorias: Serviços Públicos / Municipal
Avenida Ipiranga, 1200
Praia de Belas, Porto Alegre
Telefone(s): (51) 3289-6000 - (51) 2105-6000




Prefeitura de Porto Alegre coloca pontos de coleta do lixo eletrônico

          A população de Porto Alegre passa a ter mais opções de onde descartar aquele lixo tecnológico que está em casa há anos e anos ocupando espaço. O Departamento Municipal de Limpeza Urbana (DMLU), em parceria com o Gabinete de Inovação e Tecnologia (InovaPoa) e a Procempa inauguraram três postos para o descarte correto do lixo eletrônico.
          Um convênio com a empresa IZN Recicle Brasil, devidamente licenciada para fazer esse recolhimento e dar uma destinação final correta aos resíduos, fez com que ação fosse possível na cidade.
          Além do posto na Procempa, que já funciona desde o final do ano passado, passam a trabalhar, de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, um posto na Capatazia do DMLU e outro junto à Seção Norte.
          “Vamos receber só os resíduos eletrônicos das pessoas físicas, como prevê a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), sancionada pelo Presidente da República no segundo semestre do ano passado”, explica a engenheira Mariza Reis, coordenadora do projeto. A lei que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos tramitou no Congresso Nacional durante quase 20 anos (desde 1991) e foi sancionada pelo Presidente da República em 2 de agosto de 2010. No último dia 23 de dezembro, o Decreto nº 7.404 regulamentou a lei. E o artigo 20 desse decreto fala da logística reversa dos resíduos eletrônicos, através da qual o poder público deve se encarregar do descarte relativo às pessoas físicas, mas o descarte dos grandes geradores (comércio e indústria) fica sob a responsabilidade deles.



Fonte: http://www.hagah.com.br/especial/rs/redei-tecnologia-e-informatica/19,769,3204432,Prefeitura-de-Porto-Alegre-instala-postos-para-coleta-de-lixo-eletronico.html
Responsabilizar...

Poucos consumidores pensam no que farão com o seu computador ou televisão quando os substituírem por um modelo mais recente de nova geração.
Este lixo, que contém muitos produtos tóxicos, está se transformando em um quebra-cabeças para as organizações ecologistas e as autoridades estatais.
Muitos artigos eletrônicos têm uma vida útil muito curta, que, em alguns casos, se extinguem quando fica disponível no mercado o aparelho da geração seguinte.
Isto significa que o volume de lixo eletrônico, que representa cerca de 1% a 5% do total, cresce rapidamente.
Na Califórnia, por exemplo, com uma população aproximada de 35 milhões de pessoas, calcula-se que cerca de 6.000 computadores pessoais fiquem obsoletos diariamente e que, em média, cada família tenha na arrecadação três aparelhos "velhos", entre televisores e computadores pessoais.
Apenas 11% deste material é reciclado (comparando com 28% do lixo comum) e o resto termina em aterros onde, segundo denunciam as organizações ecologistas, as infiltrações de chumbo, cádmio e mercúrio podem chegar às águas subterrâneas.
Os estados norte-americanos da Califórnia, Flórida e Massachusetts deram o primeiro passo para enfrentar este problema, proibindo que os monitores e televisores sejam jogados em incineradores.
No entanto, por trás desta decisão não existem opções viáveis de reciclagem.
Retirar de "circulação" uma televisão pode chegar a custar 30 euros (quase US$ 26) e muitos cidadãos não estão dispostos a pagar um preço tão elevado simplesmente para se verem livres do objeto.
"A maioria dos consumidores nem sequer está consciente de que existe um problema", declarou Mark Murray, diretor da associação Califórnia contra o esbanjamento, uma das mais ativas na luta pela reciclagem do lixo eletrônico.


Partes editadas do site:

O Lixo eletrônico vira artesanato



Para começar o “artesanato eletrônico precisaremos de placas de computadores e gabinetes velhos, os melhores lugares para essa busca são os técnicos de informática, manutenção de micros e pontos de coleta de materiais eletrônicos inutilizáveis, provavelmente eles terão componentes que não tem conserto e que é boa fonte de matéria prima para o artesanato.
Outra questão importante são as “trocas”, empresas e universidades que fazem a troca de todas as suas máquinas e ficam com estoques de máquinas estragadas e ultrapassados, lá também existe uma grande possibilidade de se arrecadar bons materiais.
Um “bate papo” com ONGs ambientais também pode ser muito proveitoso e ainda com a prefeitura local que pode conter algumas máquinas estragadas para doar.
Este é o primeiro passo para começar uma campanha de arrecadação divulgando o trabalho que será feito com estas peças e o que isso pode trazer benefícios para toda a comunidade.
O primeiro benefício é ambiental, pois esse material não se decompõe com facilidade no meio ambiente e ainda possui componentes químicos que pode poluir a água, outro benefício é a geração de uma atividade que pode resultar em renda para a comunidade melhorando a qualidade de vida das pessoas e ainda o conhecimento adquirido por todos os envolvidos no processo com as novas possibilidades de uso desses equipamentos.


           Artesanato com o lixo eletrônico “vira porta canetas”.
          



Partes editadas do site:
http://www.casabrasil.gov.br/oficinas/files/OficinaCriacaoJoiasComputadores-ManualParticipante.pdf

Lixo eletrônico: o que fazer após o término da vida útil dos seus aparelhos? Conheça o impacto do lixo formado por PCs, celulares e outros no meio ambiente e saiba que medidas podem ser tomadas para prevenir o desperdício. Aprenda ainda como descartar seu eletrônico usado.


Quando falamos em lixo eletrônico, a primeira coisa que vem à mente são aqueles incômodos spams que ocupam espaço na caixa de email, trazendo vírus e corrompendo o seu computador. Porém, não é deste lixo que estamos nos referindo.
Os resíduos eletrônicos, também denominados de e-lixo (e-waste em inglês) são os vilões do momento. Eles nada mais são do que artigos eletrônicos que não podem mais ser reaproveitados, como computadores, celulares, notebook, câmeras digitais, MP3 player, entre outros. São considerados lixos eletrônicos também artigos elétricos de casa, como geladeiras, microondas e o que mais você usar em casa que, descartados, podem poluir o planeta.
Quando você troca seu equipamento eletroeletrônico, saiba que ele poderá prejudicar o meio ambiente. Estes equipamentos são produzidos com substâncias nocivas, e uma vez descartados de forma incorreta em locais pouco apropriados como lixões e perto de lençóis freáticos tornam-se problemas ainda maiores. 
Números que impressionam

Para se ter uma idéia, os resíduos eletrônicos já representam 5% de todo o lixo produzido pela humanidade. Isso quer dizer que 50 milhões de toneladas são jogadas fora todos os anos pela população do mundo.

O Brasil produz 2,6Kg de lixo eletrônico por habitante, o equivalente a menos de 1% da produção mundial de resíduos do mundo, porém, a indústria eletrônica continua em expansão. Até 2012 espera-se que o número de computadores existentes no país dobre e chegue a 100 milhões de unidades.
Deste total, 40% se encontram na forma de eletrodomésticos. Aqui no Brasil são fabricados por ano 10 milhões de computadores, e quase nada está sendo reciclado. Apenas de celulares e as baterias que são fabricadas através de componentes tóxicos, são 150 milhões.  
Entrarão no mercado anualmente mais 80 milhões de celulares, mas somente 2% serão descartados de forma correta. Os outros 98% serão simplesmente guardados em casa ou despejados no lixo comum, criando ainda mais impacto ambiental.


Rapidez na troca de equipamentos

A vida moderna está cada vez mais veloz, e as novidades que antes demoravam anos para chegar ao Brasil, atualmente podem ser conhecidas em tempo real. Os lançamentos são mundiais e cada vez mais há novos produtos sendo oferecidos no mercado.
O usuário médio de computadores nos Estados Unidos, por exemplo, troca seus equipamentos eletrônicos a cada 18 a 24 meses. Isso quer dizer que o usuário não mantém seu companheiro de escrivaninha por mais de dois anos. E com isso, dá-lhe lixo nas lixeiras.
Além disso, muito dos materiais utilizados no computador devem ser retirados da natureza, iniciando já na extração o impacto sobre o meio ambiente. Isso faz com que cada vez mais seja necessário trabalhar com a reciclagem. Cada computador utiliza materiais diversos que podem ser reciclados.